Meus Irmãos

A saúde de uma instituição deve ser mensurada, principalmente, pela sucessão de administrações dentro do seu próprio critério estabelecido. A instituição se renova, evolui e progride naturalmente, sem interrupções ou solução de continuidade não necessárias à sua continuidade. Assim tem sido as grandes democracias, que ultrapassam as mais graves tormentas sem que essas tragam exceções à norma estabelecida e aceita por seus cidadãos.

E assim tem sido nosso Supremo Conselho, evoluindo no curso natural da vida, tanto humana quanto institucional. A passagem de governo deve ser um ato solene, digno, altivo, consciente. Pequenos ajustes, adaptações necessárias ao tempo em que vivemos e à interação com a sociedade fraterna em que nosso Supremo Conselho se insere. É apenas um passo à frente – necessário, mas não radical. Festivo, mas discreto. Um amanhã que honra, considera e dignifica o ontem. Afinal, há um longo passado a conservar, especialmente em um país onde muito poucas instituições podem gabar-se de estar às vésperas de comemorar 190 anos.

Como neste Admirável Mundo Novo encurtado pelas comunicações, o Supremo Conselho tem a seu dispor um tremendo ferramental administrativo que pode e será usado para agilizar seus processos. Da mesma forma, as comunicações exponenciaram as possibilidades de pesquisa e aperfeiçoamento na ritualística do Rito Escocês Antigo e Aceito. O resultado dessas pesquisas em breve teremos incorporado aos nossos rituais, um velho sonho.

Enfim, não estamos dizendo adeus ao passado, mas incorporando ao acervo que ele criou toda a potencialidade do moderno, sem criar hiatos, sem ferir nossa tradição e fiel à regularidade do Rito e ao reconhecimento de todos os Supremos Conselhos
regulares do mundo.

Este é o nosso desafio e nosso compromisso.

A vocês, meus irmãos,
meu respeito e minha dedicação.

Jorge Luiz de Andrade Lins, 33 °
Soberano Grande Comendador